Cedae deve compensar consumidores pela qualidade da água distribuída

01/02/2020 - A direção da Cedae, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, sinalizou ser favorável a uma compensação aos consumidores prejudicados com a má qualidade da água que desde o início do ano abastece a população da região metropolitana.

Segundo a Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado (MPE), os valores e a forma como a reparação será feita começaram a ser debatidos em reunião na sede do MP, que contou com a presença do presidente da Cedae, Hélio Cabral, e de representantes da Agenersa, a Agência Reguladora de Energia e Saneamento, além do Procon.

O entendimento prévio é que a compensação poderá ser feita por meio de desconto na conta.

Segundo a Defensoria Pública será redigido um acordo para ser apresentado à empresa. A coordenadora do Nudecon, Patrícia Cardoso, destacou a importância da Cedae ter se posicionado a favor da indenização pela via extrajudicial.

Na semana passada, o governador, Wilson Witzel, tinha dito que não via possibilidade da Cedae aplicar desconto nas contas dos consumidores, por ser uma empresa de capital fechado e não haver comprovação em laudos de que a água estava imprópria para o consumo.

Os problemas na qualidade da água atingiram consumidores de dezenas de bairros da capital fluminense e municípios da região metropolitana. As queixas são de alterações na cor e cheiro e gosto fortes na água fornecida pela companhia.

Testes atribuíram as alterações a substância geosmina, produzida por algas. Nos últimos dias, a Cedae iniciou a aplicação de carvão ativado no tratamento da água e houve acréscimo da argila ionizada. No entanto, as medidas ainda não estariam surtindo efeitos ao consumidor.

Há inúmeros relatos de que a água permanece com cheiro e gosto fortes.