Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher é marcado por ações em Cabo Frio

11/10/2018 - A Coordenadoria-Geral dos Direitos da Mulher (Cogedim), vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), registrou 637 atendimentos sociais prestados à população nesta quinta-feira (10), na Praça Porto Rocha. A ação marca o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Foram realizados serviços na área da saúde e jurídico.

A programação contou com apresentações do coral de mulheres da Coordenadoria; de um grupo de ballet do Cras, do bairro Manoel Corrêa; e de dança inclusiva com o professor Allan Lobato e a cadeirante Nilzete de Oliveira. Além disso, teve teatro com a Cia Kerygma, com a peça “Marcas” sobre violência à mulher; aulão de zumba; distribuição de rosas e material impresso com orientações sobre os direitos da mulher.

Na abertura das atividades, a secretária de Assistência Social, Marta Bastos, conclamou a sociedade para aderir ao movimento, refletir sobre o tema e lutar contra todo tipo de violência à mulher. “Esse enfrentamento deve ser de toda a sociedade. Apesar de ser por uma causa triste, estamos aqui firmes, resistindo e trabalhando contra esse mal que muitas vezes se fortalece no silêncio. Seja no silêncio da vítima ou de quem sabe de casos de violência, mas prefere se calar. É preciso refletirmos sobre nossas atitudes e nos unirmos contra esse mal, porque só assim dias melhores virão para todas nós, mulheres”, analisa Marta.

O evento teve apoio do Conselho Comunitário de Segurança (CCS) do 25º BP, parceria de setores da Assistência Social, como o Deprosb (Departamento de Proteção Social Básica), gestão do CadÚnico/Bolsa Família e Sub-registro com orientações sobre os serviços; da Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Enfermagem com aferição de glicose; da Escola Técnica de Aplicação Profissional (Etap), com aferição de pressão arterial por equipe do curso Técnico de Enfermagem; da Comissão OAB Mulher, com orientações jurídicas; da Prolagos, com distribuição de água potável e flores e da Embeleze, que ofertou maquiagem às participantes.

Casos de violência à mulher em Cabo Frio

De acordo com a Cogedim, a violência doméstica é cultural e está presente na vida de muitas mulheres, independente do grau de escolaridade ou do poder aquisitivo. O ciclo começa através de insultos e ameaças (violência psicológica) que antecedem a violência física. Nessa fase a maioria das mulheres não se dá conta que está sendo violentada.

Apesar de ser um problema que afeta todo tipo de mulher, as de classes mais baixas denunciam menos. Em média, Cabo Frio registra 70 atendimentos mensais de todos os tipos de violência contra a mulher: física, moral, patrimonial, psicológica e sexual. Em 90% dos casos a violência psicológica está presente e é a pior, de acordo com as usuárias, porque suas marcas são invisíveis no corpo, mas a dor fica na alma. Em Cabo Frio, o Jardim Esperança é o bairro que registra com mais frequência a violência contra a mulher.

Enfrentamento da violência à mulher em Cabo Frio

Segundo a coordenadora-geral da Cogedim, Nilma Carneiro, o órgão desenvolve projetos para reduzir a violência contra a mulher no município. “No caso da violência doméstica, realizamos várias ações com o objetivo de minimizar os índices, como o projeto Lei Maria da Penha nas escolas, nas igrejas e nas comunidades. Através de palestras e rodas de conversas, desenvolvemos um trabalho preventivo em relação a violência. Nesses encontros, muitas mulheres tomam consciência que vivem um relacionamento abusivo e acabam procurando ajuda no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), onde encontram atendimento interdisciplinar, com psicóloga, assistente social, advogada e pedagoga” explica a coordenadora.

A Coordenadoria-Geral dos Direitos da Mulher e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher ficam localizados na Rua Florisbela Rosa da Penha, 292, no Braga.