EDITORIAL - Carlos Cabral

Carlos Cabral é fundador e proprietário do Jornal Tamoios e da TV Tamoios, primeiros órgãos, em suas respectivas mídias, de Tamoios.

 

Será que, se não fosse sério, faria rir?

04/09/2018 - Há poucos dias aconteceu o julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral e os ministros do TSE decidiram rejeitar o pedido de candidatura do ex-presidente Lula da Silva, na sessão que durou quase dez horas e terminou já na madrugada do sábado, 1º de setembro.

Se não fosse trágico seria cômico, com certeza, digno de um samba do crioulo doido, como dizia Estanislaw Ponte Preta, pseudônimo do escritor e jornalista Sérgio Porto, cujo principal livro foi: Febeapá - O Festival de Besteira que Assola o País, uma série de três, cujo primeiro volume foi publicado originalmente em 1966 e que reúne os textos que ele publicara com o heterônimo de Stanislaw Ponte Preta, criado justamente para escrever as crônicas que revelavam com humor as coisas que ocorriam após o Golpe Militar de 1964, e eram publicadas no jornal Última Hora.

Todo o julgamento foi um festival de besteiras e por este motivo entro neste jogo e começo a conjecturar, viajando na maionese, me deixando levar por tanta idiotice, mergulhando fundo no impossível de acontecer em qualquer país minimamente civilizado deste mundo.

Vou começar imaginando um resultado favorável ao Lula, aonde o TSE aceitasse sua candidatura. Primeiramente eu pergunto como seria sua campanha eleitoral? Seria gravada no prédio da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, numa sala de 15 metros quadrados transformada em cadeia para abrigar o ex-presidente, que anteriormente era usada como dormitório por agentes que estavam em missão em Curitiba. Ali ele receberia políticos para acertar novos acordos, no mesmo nível dos que o levaram para a cadeia?

E viajando por mares mais absurdos, e se ele fosse eleito presidente do Brasil? Este prédio da Polícia Federal seria o novo Palácio do Planalto? Ou talvez o novo Planalto ficasse melhor no Bangú-1? Talvez fosse mais lógico que o trono do rei ficasse localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Imagino carros pretos ou limusines com representantes internacionais, de ternos e casacas indo se reunir com o nosso presidente. Imaginem bailes e jantares de gala, na Papuda...

Eta paízinho de M...

Porém minha viagem na maionese ou na pizza começa antes deste cenário fantástico. Começa nos próprios motivos alegados pela defesa de Lula. Meu Deus... O cúmulo do absurdo...

Eu deveria estar dormindo e sonhando um tremendo filme de terror...

Alegaram que Lula deveria ser candidato sim, porque um mero comitê da ONU, onde apenas dois elementos, dos 18 decidiram definir regras para um país, chamado Brasil, pondo abaixo a lei da Ficha Limpa, que foi imposição do povo brasileiro, para favorecer um condenado em dois tribunais. Meu Deus, eu só posso estar dormindo... E o sonho foi pior ainda, pois um dos juízes disse sim para esta asneira.

Realmente é o samba do crioulo doido, aonde D. Leopoldina vira trem e D. Pedro é uma estação também... Ah Stanislaw como nada muda nesta nação tupiniquim...

Samba do Crioulo Doido

Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes

Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar

Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta

Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também

O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou

Jornal Tamoios, 14 anos em busca da informação e da cidadania para a nossa população

O Jornal Tamoios foi fundado em 1º de Junho de 2004, por mim, Carlos Cabral, tendo como missão fornecer notícias e informações sobre Tamoios, 2º Distrito de Cabo Frio e sobre os municípios vizinhos, numa época em que a sociedade tamoiense não tinha acesso a informação, onde os boatos proliferavam. Foi o primeiro jornal de periodicidade da região.

Além disso, sempre teve como preocupação ajudar na busca de identidade do povo, bem como no fornecimento de cidadania para a população. A sua linha de atuação sempre se pautou em trazer a informação para a população de Tamoios sem nenhum vínculo partidário, filosófico ou religioso.

Porém, muito mais que trazer a informação, o Jornal Tamoios busca dar reconhecimento de identidade à população, mostrando as diversas facetas de nossa gente, além de estimular as mais variadas manifestações culturais, esportivas e de desenvolvimento de ações de cidadania.

Temos muito orgulho do que realizamos durante todo nosso período de atividade. No aspecto cultural demos visibilidade a várias bandas, cantores e colocamos as nossas Escolas de Samba no topo das manifestações populares. Demos também visibilidade aos nossos artistas plásticos organizando exposições e apoiando manifestações em prol da classe, sendo nosso maior orgulho, nesta área a realização da última entrevista com nosso artista maior, Chico Tabibuia, dias antes de sua morte.

No aspecto social, o Jornal Tamoios trouxe para Tamoios a primeira caixa eletrônica da região, através de um acordo com a Caixa Econômica Federal, sendo instalada em Unamar, na padaria do Alcimar.

Por pouco o Jornal não consegui um cartório Eleitoral para Tamoios, através de uma audiência com o Presidente do TRE do Rio de Janeiro, que prometeu a instalação quase que imediata, porém infelizmente pouco tempo depois ele foi substituído da função.

O Jornal Tamoios sempre se preocupou com as condições de nossa população e se dedicou a realizar eventos em prol da cidadania, como um final de semana com advogados da OAB, dando consultas jurídicas para toda a população.

Podemos citar vários casos onde auxiliamos na formação da identidade de nosso povo. E um dos momentos mais emocionantes foi o apoio total na Emancipação de Tamoios, com a cobertura e participação total na manifestação na Rodovia Amaral Peixoto, principalmente vendo as pessoas carregando folhas impressas do jornal, produzidas como cartazes pro-emancipação. Foi emocionante...

Tenho orgulho de ser fundador, editor e proprietário do Jornal Tamoios, sendo jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, com pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas e mestrado na Escola Nacional de Ciências Estatísticas.

Não contente com a informção mais ou menos estática de um jornal de periodicidade semanal, o Jornal Tamoios lançou o Projeto TV Tamoios, buscando trazer para a população do 2º Distrito de Cabo Frio uma informação mais ágil, mais dinâmica e de cobertura total na hora de sua ocorrência, através de movimentos e sons, numa maior interação e participação com a sociedade. O projeto foi idealizado para apresentar o que as outras emissoras não podem e nem querem oferecer a população de Tamoios: o fato, a informação e os artistas do local. Assim como o Jornal Tamoios, esse foi o diferencial da TV Tamoios e o slogan criado para a TV define muito bem essa filosofia: "Aqui o Artista é Você”.

A TV Tamoios foi criada em 2008, ligada ao Jornal Tamoios, com o compromisso de divulgar a realidade econômica, política, social e cultural de Tamoios, e dos municípios vizinhos.

Para completar o leque da comunicação foi criada também uma emissora de rádio Web, a Tamoios FM, oferecendo mais uma opção de acesso a informação e ao entretenimento, principalmente para as pessoas sem tempo de ler jornais ou ver a TV, pois podem continuar nos seus afazeres, sem interrupções, apenas ouvindo.

No percurso de suas trajetórias essas mídias enfrentaram uma grave crise financeira, por causa da própria crise enfrentada pelos municípios e pelo país, sendo obrigadas a permanecerem exclusivamente no ambiente internet.

Porém essa condição não se torna a ideal, pois se torna um limitante ao acesso mais amplo da população de Tamoios à informação e a notícia.

Quem sabe um dia poderemos sair exclusivamente do ambiente internet e com apoio de alguns segmentos da sociedade poderemos voltar para o meio do nosso povo, para o seio da nossa gente...

Aonde anda o quarto poder? Por que caminhamos sozinhos?

15/05/2018 -O "quarto poder" é uma expressão utilizada com conotação positiva de que a Mídia (meios de comunicação de massa) exerce tanto poder e influência em relação à sociedade quanto os Três Poderes Democrático (Legislativo, Executivo e Judiciário). A intenção de ilustrar a Mídia como Quarto Poder demonstra que, na civilização moderna, a Imprensa tem servido de "Cão de Guarda", para a sociedade. A Imprensa acaba analisando, denunciando, investigando e levando a conhecimento do público, atos ilegais e ilícitos, corruptos e incorretos, em diversos setores, principalmente no setor Político.

Mas, hoje, este quarto poder existe realmente em nosso país ou também está corrompido?

A ideia de quarto poder surgiu a partir de meados do século 19 como recurso no meio de sociedades democráticas, um órgão responsável por fiscalizar os abusos dos três poderes originais. Esse poder, representado pela imprensa, teria como dever denunciar violações dos direitos nos regimes democráticos.

Por muitos anos, o quarto poder recebeu o título de “voz dos sem vozes” e seus representantes sofreram grandes retaliações por diversos segmentos, o que não impediu que se mantivesse como forte contrapeso na balança social com os demais poderes. A mídia, com suas ferramentas de alcance e representatividade, seria “os olhos e ouvidos” da humanidade, a vontade e opinião do povo. Inclusive, as informações produzidas/veiculadas pelo quarto poder são o meio pelo qual a opinião pública se expressa.

Mas como tem se comportado este quarto poder atualmente no Brasil? Ele realmente tem se comportado, desempenhando esta missão?

No meu modo de ver, o quarto poder tem cada vez mais se distanciado dessa missão. Só como exemplo o supremo Tribunal de justiça, principalmente na figura do juiz Gilmar Mendes se utiliza de um verborragia, de um palavreado altamente tácnico/jurídico para explicar algo que não tem explicação. Aonde estão os comentaristas jornalisticos para traduzir tudo isto, para fazer com que a sociedade entenda este discurso tolo e vazio?

Primeiramente para existir uma manisfestação popular, a sociedade tem que entender o que está acontecendo. Sem este entendimento não existe a possibilidade de manifestação.

Então eu vejo atualmente, em nosso país, uma população desanimada, sem expressar sua opinião, sem saber o por que fazê-lo e se alcançaria um resultado esperado.

Porém vocês poderiam me questionar que há pouco tempo mil manifestações surgiram, em relação a Dilma. Mas se formos analisar, a origem dessas manifestações foi comandada pela classe política, pela teoria do "quanto pior, melhor"...

Custa acreditar que a imprensa pouco se manifestou com análises sobre as acusações contra o Presidente da República. E não foi uma simples acusação. Foram várias e todas com provas muito bem substanciadas.

Mas uma vez cito nosso juiz do STF, Gilmar Mendes que declarou aos quatro ventos que era um enorme absurdo que o ex-governador Sérgio Cabral fosse algemado nas mãos e nos pés. Por que a imprensa não analisou que o absurdo é um político eleito pelo povo posso ser tão bandido, tão canalha, que possa ter roubado tanto...

Em que realidade nossa imprensa se situa? Está tão corrompida quanta a classe política e judiciária? Por este motivo não pode se manifestar, assumindo o papel de quarto poder?

Os únicos comentários nas mídias são praticamente simbólicos, sem nunca irem no cerne da questão. Se por exemplo facalizam uma violência, comentam que o Rio de Janeiro está com um alto grau de violência, que a população não aguenta mais, etc, etc... Nunca analisam o por que desta insegurança. Nunca comentam a falta de preparo do exército e que mesmo assim assumiu a segurança pública. Nunca analisam a falta de investimento nas atividades policiais. Nunca buscam uma conclusão sobre tantas mortes de policiais e o porque do aumento exponencial da violência, etc, etc... Preferem ficar nos cosméticos e nunca na raiz profunda das questões.

Parece-me que o quarto poder brasileiro está participando de toda sujeira dos três poderes democráticos. Parece-me que toda ou qualquer forma de poder deste país está totalmente contaminada. A única pergunta que martela a minha cabeça todo o tempo é: Por que estamos caminhando tão sozinhos? Por que?

 

 

 


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