Escola Agrícola Municipal promove curso de agroecologia para comunidades quilombolas

A Escola Agrícola Municipal Nilo Batista promoverá na próxima sexta-feira (29), às 9h, um curso sobre confecção, uso e compostagem de caldas naturais. O objetivo do treinamento é transmitir conhecimentos técnicos sobre agroecologia aos moradores das comunidades quilombolas de Cabo Frio, podendo ser extensivo a produtores rurais, caso haja disponibilidade de vaga.

A calda natural ou orgânica é uma forma alternativa, usada pelos agricultores, de controlar as pragas e as doenças no meio agrícola, de forma relativamente simples e comum. Na Escola Nilo Batista é uma prática para potencializar o sistema agrícola, contribuindo para a diminuição da dependência de insumos externos e, por consequência, para a redução de custos de produção.

O curso que será oferecido faz parte do Termo de Cooperação Técnica assinado entre o governo municipal e o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), em 2015, e auxilia os quilombolas que estão recebendo incentivo do Iterj e do BNDES para se inserirem no processo produtivo.

O diretor da unidade escolar, Yolmar Freire, ressalta que “a área em que a escola está inserida se identifica claramente com a agricultura familiar e a parceria com o Iterj vem fortalecendo o vínculo institucional entre os órgãos inseridos, ajudando na manutenção e ampliação do sistema agrícola já existente, como a doação de sementes, instalação do viveiro de mudas e do sistema de irrigação. Este trabalho tem produzido frutos para toda comunidade escolar”.

A qualificação profissional será ministrada pelos professores da unidade escolar, Flávia Targa Martins (engenheira agrônoma e mestre em Fitotecnia na área de Fruticultura /Horticultura e com complementação pedagógica na área de Biologia) e Ana Paula Batalha (engenharia agronômica e mestre em Ciências Ambientais e Florestais).

O Iterj será responsável pelo transporte dos participantes, que receberão lanche e almoço durante o curso.

"Nosso interesse é o de contribuir para evitar a contaminação do produtor e do consumidor, mantendo o equilíbrio da natureza e preservando a fauna e os mananciais de água. Com isso podemos reduzir os gastos com a condução das culturas e atender a crescente procura por produtos sadios", destacou a professora e engenheira agrônoma Flávia Targa Martins.


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