Salineira reduzirá sua frota de ônibus pela falta de diesel provocada pela greve dos caminhoneiros

Medida passa a valer nesta quarta-feira (22). Empresa ainda não divulgou quais os itinerários que serão afetados.

O número de ônibus urbanos na Região dos Lagos do Rio será reduzido a partir desta quarta-feira (22) devido à greve dos caminhoneiros, segundo a Salineira, empresa que administra as principais linhas da região.

De acordo com a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), a greve afeta diretamente o abastecimento de óleo diesel das empresas de transporte público por ônibus em todo o Rio de Janeiro.

A Fetranspor informou ainda que o bloqueio montado em rodovias e terminais de distribuição de combustíveis impede a renovação dos estoques das empresas, que na maioria dos casos acontece diariamente.

A Salineira informou por meio de nota que, por medida de segurança, a frota sofrerá alterações para garantir o transporte pelo máximo de tempo possível, a fim de evitar colapso no sistema.

A greve está causando problemas também no abastecimento

A greve dos caminhoneiros já começa a afetar distribuição de alimentos em mercados no interior do Rio e a queda no abastecimento preocupa comerciantes na Região dos Lagos.

A greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o território nacional, começa a afetar a distribuição de alimentos e preocupa comerciantes na Região dos Lagos. Batata, cenoura e tomate foram os alimentos que tiveram maior alta no preço de distribuição.

Caminhoneiros de todo o Brasil entraram no segundo dia dos protestos contra o aumento do diesel. Isso porque um novo aumento foi anunciado nesta segunda-feira (21) pela Petrobras.

A decisão de repassar o aumento do valor da combustível cobrado nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis.

Com os reajustes, os preços dos combustíveis irão a novas máximas dentro da política em vigor desde julho, a R$ 2,37 o litro de diesel e R$ 2,08 o litro de gasolina.

A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo, que chegou a bater as cotações máximas desde 2014, além da tendência de alta do dólar sobre várias moedas, incluindo o real.

 


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